quinta-feira, 20 de abril de 2017

Os importantes aspectos da Páscoa

OS IMPORTANTES ASPECTOS DA PÁSCOA
“Assim, pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do SENHOR”. Êxodo 12:11.
“... Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. 1ª Coríntios 5:7.
Quando lemos sobre a instituição da “Páscoa” no livro de Êxodo é preciso lembrar que o povo de Israel está sendo oprimido por Faraó no Egito. Podemos dizer que em figura o Egito é o mundo e Faraó é Satanás.
O povo de Israel por intermédio de Moisés pede a Faraó para ir adorar a Deus no lugar que Ele mesmo os levaria. Fica claro que não é possível adorar a Deus no Egito. Observamos que para adorar a Deus verdadeiramente é preciso abandonar o mundanismo e suas práticas. Vemos que Faraó oprime o povo de Israel, mata as criancinhas e quer impedir a adoração à Deus fora do Egito, sendo Faraó uma figura de satanás. “E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá). E disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha, então viva” – Êxodo 1:15-16.
A Páscoa originalmente foi uma celebração dada a Israel e que foi celebrada as pressas e com caráter de urgência e que nas gerações posteriores foi ordenada como memorial para Israel se lembrar de como Deus com mão poderosa os tirou do Egito.
Quais são os aspectos importantes da Páscoa?
I. Páscoa é LIBERTAÇÃO – “Assim, pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do SENHOR”. Êxodo 12:11.
            Quando falamos em Páscoa não podemos esquecer que tem o aspecto de libertação. O povo oprimido e escravizado clamou a Deus que levantou um libertador.  O Senhor Deus quis tirar o povo de Israel dos domínios de Faraó e exige desse povo adoração no lugar que haveria de mostrar-lhes.  
            A Páscoa do Senhor foi celebrada apressadamente mostrando a urgência em que deveria ser celebrada e como seria memorial a todo povo de Israel nas gerações vindouras. Percebemos primariamente que a Páscoa é uma festa celebrada pelos Judeus em memória da grande libertação que Deus fez ao seu povo Israel.
            Da mesma forma quando lemos o que diz 1ª Coríntios 5:7 - “Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” é de se observar que a libertação que Cristo oferece é urgente para Salvação oferecida à todos os homens. O Senhor Jesus oferece libertação do pecado à todos aqueles que n’Ele crê.
Quais são os aspectos importantes da Páscoa?
II. Páscoa é OBEDIÊNCIA – “Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família... E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem.” Êxodo 12:3,7.
            Páscoa é a obediência do povo em relação às ordens e o plano de Deus que leva a libertação. Era necessário que cada um tomasse para si um cordeiro e após o sacrifício passar o sangue do cordeiro nos umbrais e nas vergas das portas.
            Aquele que não obedecesse à ordem de Deus e não cumprisse o plano por ele instituído teria a morte que passou por todo Egito. Mas, aquele que cumprisse à ordem e o plano de Deus estariam preservados da mortandade que feriu todo o Egito.
            Vale ressaltar que quando cremos que Cristo é nossa Páscoa é necessário atender à ordem de Deus e cumprir o plano de Deus. Quando lemos no evangelho de João que Cristo é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é exatamente a isso que ele se refere.
            O Senhor Deus declara que o mundo jaz no maligno e todos somos pecadores e é preciso aceitar o cordeiro de Deus para sermos libertos do pecado. Quando João Batista declarou ao ver Jesus e disse “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29) era para todos os que ouviram as suas palavras associar que Deus deu uma ordem que cada um tome para si o cordeiro Jesus Cristo e aceite o seu plano do sacrifício do cordeiro na cruz do calvário para levar sobre si os nossos pecados e, assim, em obediência declarar o que a palavra de Deus diz em Romanos 10:9-11 diz: “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido”.
Quais são os aspectos importantes da Páscoa?
III. Páscoa é JUSTIÇA – “E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito” Êxodo 12:13.
            Diz a Palavra de Deus que sem derramamento de sangue não há remissão (Hebreus 9:22; Colossenses 1:14). Por essas palavras podemos dizer que o sangue do cordeiro é o que justifica o homem. Foi exatamente assim na Páscoa porque o sangue foi a justiça de Deus sobre todos que nas casas do Egito tinham sangue nos umbrais e vergas nas portas.
            Vendo o Senhor o sangue aplicado passava por cima justificando todo aquele que estava naquela casa. A justiça de Deus sendo aplicada pela obediência e a consequente libertação da escravidão do Egito.
            Quando declaramos que Cristo é a nossa Páscoa é necessário aceita-lo como o cordeiro de Deus e o seu sangue nos umbrais e vergas do nosso coração. O Senhor Deus só aceita o sangue do cordeiro e quando cremos em Jesus ele passa por nós e vê o sangue de Cristo que nos justifica. O sangue de Cristo é suficiente para trazer justiça divina sobre todo aquele que n’Ele crê. O sangue de Cristo é justificador e aplicação da justiça de Deus. Não há o que podemos oferecer a Deus senão somente o sangue de Seu Filho Jesus Cristo. Por mais uma vez volto a frisar as palavras de João: Eis o cordeiro que tira o pecado mundo.
CONCLUSÃO:
             A obediência ao plano de Deus traz libertação e justiça divina. Aceite o sangue de Cristo obedecendo ao plano de Deus que enviou o seu filho Jesus a morrer numa cruz como um cordeiro para nos remir do pecado e nos dar liberdade. Eis agora o tempo da salvação “a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido”. (Romanos 10:9-11)
Pr. Luis Renato 


sábado, 1 de abril de 2017

Sob quais perspectivas podemos comemorar o aniversário?

SOB QUAIS PERSPECTIVAS PODEMOS COMEMORAR O ANIVERSÁRIO?
“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio. ...E seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos”. Salmos 90:12,17.
Perceber que a vida é curta nos ajuda a usar o pouco tempo que temos mais sabiamente e para o bem eterno. É isso que o salmista pede a Deus, ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio. Ensina-nos na graça do Senhor.
Não há dúvidas que desde o nosso nascimento, a cada aniversário acumulamos muitas coisas: Anos de vida, experiências, bens materiais, alegrias, tristezas, conquistas, objetivos, problemas e soluções para problemas. Mas na data natalícia há festa, comemorações, homenagens, muita comida, e no mundo bastante bebida, lascívia e paixões.
            Jesus nasceu neste mundo e o dia 25 de Dezembro é observado como o aniversário d’Ele. A maioria das pessoas comemora este dia com festa, aproveitam para dar rédeas a lascívia e paixões, glutonaria e bebedice, prazeres, diversões que se misturam com um pouco de caridade e boa vontade para com os famintos e infelizes.
            Os reais motivos na comemoração do dia natalício são caracterizados pelas atitudes de cada pessoa. Não há problema em comemorar, mas sim a forma de comemorar. Comemoramos com frutos e indícios de morte eterna ou de vida eterna?
            Só há duas perspectivas nas quais podemos comemorar o nosso aniversário. São perspectivas aplicadas tanto nos tempos de Jesus como nos nossos tempos.
Sob quais perspectivas podemos comemorar o aniversário?
I. Pelas perspectivas humanas – “Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta” – Salmo 90:9.
            Popularidade, Sucesso, Posição Social, Religiosidade, estas coisas foram esperadas de Jesus durante seu tempo terreno, e nesta perspectiva que o povo judeu queria seu rei. A cada ano que passava esperavam mais de Jesus e nas perspectivas humanas meneavam a cabeça e reprovaram Jesus. Mateus 27:39 “E os que passavam blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Tu, que destróis o templo e, em três dias, o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz”.
            Ele não foi muito popular. É verdade que houve um aumento de popularidade quando alimentou os famintos e curou os enfermos. Mas Ele mesmo sabia que os homens não eram sinceros nem dignos de confiança. "E, estando ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome. Mas o mesmo Jesus não confiavam neles, porque a todos conhecia; e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem", João 2:23-25. "Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes", João 6:26.
Ele não foi bem sucedido de acordo com os padrões de sucesso do mundo. O Senhor Jesus Cristo não acumulou riquezas, não contribuiu no campo das artes, nem na arquitetura; não fundou nenhuma instituição de caridade. De acordo com o que o mundo considera sucesso, nunca houve uma falha maior do que a vida de nosso Senhor. Jesus disse ao Jovem rico: Mateus 19:21 “Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me Ele na disse: vende tudo o que tem que te darei em dobro. Paulo disse em 2ªTimóteo 2:3 “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo”. Lucas 9:57,58 E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.
Cristo Jesus não foi grande socialmente falando. Não foi privilegiado em Seu nascimento, era conhecido simplesmente como o filho de pais pobres, que moravam na desprezada cidadezinha de Nazaré. Foi uma raiz em terra seca, sem forma nem beleza que causasse admiração nos homens. Sua posição social também foi prejudicada, pois comia com publicanos e pecadores. Jesus não fez o menor esforço para entrar na sociedade. Veio, não para ganhar fama social, mas para salvar pecadores. Já pensou alguma vez em Jesus, nosso exemplo e Salvador, pedindo um convite para uma festa da sociedade ou procurando Seu nome na coluna social do Jornal de Jerusalém?
Ele também não foi grande politicamente. Não desejou nenhum cargo político. Ao homem que pediu para resolver a questão de uma herança, respondeu: "Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?" Lucas 12:14. Jesus recusou-Se a Se aliar e a Se opor aos governos do mundo. Recusou-Se a ser exaltado por Seus admiradores inconstantes, e fugiu quando tentaram fazê-lo rei. Sua posição foi resumida, quando disse: "O meu reino não é deste mundo", João 18:36.
Jesus não foi grande, no sentido religioso. Foi condenado à morte pelos judeus com uma acusação de caráter religioso. Foi chamado glutão e bebedor de vinho, Mateus 11:19.
Seu ministério foi interrompido por uma morte vergonhosa. O mundo não podia agüentar o Filho de Deus por mais tempo. Ele foi o mais desprezado e o mais rejeitado dos homens. Os hipócritas não se sentiam bem diante d’Ele e buscaram alívio para este mal-estar matando-O.
Tal foi a vida de Cristo aos olhos dos homens. O anti-Cristo será grande diante dos homens. A primeira perspectiva a qual podemos comemorar o aniversário é pelas perspectivas humanas.
Sob quais perspectivas podemos comemorar o aniversário?
II. Pelas perspectivas divinas – “Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos. E seja sobre nós a formosura do SENHOR nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos” - Salmo 90:16-17.
            Aqui a história é completamente diferente. Vamos considerá-la. Em Seu caráter pessoal, Jesus foi muito popular para Deus. Era a alegria diária de Deus e com Ele o Pai estava sempre satisfeito. Em cada ponto onde o homem falhou, Cristo foi sucesso.  Mateus 3:16,17 “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.
Ele não tinha vontade própria. Vivia em comunhão íntima com a vontade de Deus. Podia dizer com toda sinceridade: "Seja feita a sua vontade, não a minha". João 4:34 “Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”. Mateus 26:39 “E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.”
Obedeceu perfeitamente; até a morte de cruz. Isaías 53:4,6 “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos”.
Viveu uma vida perfeita. Hebreus 7:26,27 “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu”.
Em Seu caráter como Mediador, foi condenado e justificado. Como mediador tornou eficaz a reconciliação entre Deus e os homens. Para fazer isto, Ele, que é Deus, assumiu a forma humana. Desta maneira pode tocar tanto Deus quanto homem, o que é essencial para o sucesso de um mediador. Na salvação dos homens, a lei de Deus tem que ser mantida. A única maneira de mantê-la é satisfazendo-a. Cristo veio para prestar esta satisfação no lugar daqueles que não podiam.
Cristo foi condenado e sentenciado à morte como o substituto do pecador. "Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus", 2 Coríntios 5:21. Aquele que pessoalmente não tinha pecado, foi considerado culpado. Isto explica o castigo terrível dado por Deus, o qual O fez clamar: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste". Mateus 27:46.
Cristo foi ressuscitado dos mortos. Cristo recebeu a cobrança pelos nossos pecados e em Sua morte, o pagamento foi feito. Deus O ressuscitou dos mortos para reconhecer que a satisfação tinha sido dada a Sua lei. Quando a satisfação é dada à justiça não pode haver mais condenação.
            A ressurreição de Cristo é chamada Seu nascimento. Neste dia a morte não mais tinha domínio sobre Ele. Nosso Senhor teve dois aniversários. No Seu primeiro nascimento, Ele nasceu para morrer; no segundo nasceu para viver para sempre e doar a vida a todo aquele que N’Ele crê. Seu povo não está ligado a Ele pelo Seu nascimento, mas na verdade pela sua morte e ressurreição. O Cristo que nasceu sob a lei, morreu; o Cristo que satisfez a lei está vivo.
CONCLUSÃO:
             A cada aniversário devemos nos lembrar que fomos concebidos no pecado. Que merecemos a condenação eterna. Que Cristo nos deu oportunidade de nascer de novo para a vida eterna. Esta deve ser a nossa comemoração de aniversários todos os anos. Com gratidão lembrar-nos de onde fomos tirados. Em que perspectivas você tem comemorado os anos de vida que o Senhor tem lhe acrescentado? Que Deus nos ajude!!!
Pr. Luis Renato 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Atitudes certas em momentos difíceis

ATITUDES CERTAS EM MOMENTOS DIFÍCEIS
“Quando Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou as suas vestes, e vestiu-se de saco e de cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor; E chegou até diante da porta do rei, porque ninguém vestido de saco podia entrar pelas portas do rei. E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegava, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em saco e em cinza” - Ester 4:1-3.
O livro de Ester nos ensina a ter as atitudes certas em momentos difíceis. Podemos ver que Mardoqueu enfrentou uma situação de difícil solução. No capítulo 3 do Livro de Ester, o inimigo dos judeus chamado Hamã, possui autorização do Rei para fazer o que bem entender dando-lhe o anel real. Com o endosso real, Hamã editou uma lei que dizia: “E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens” – Ester 3:13.
Mardoqueu expressou sua aflição rasgando suas vestes e cobrindo-se de panos de saco e cinzas. Todo o povo se afligiu com luto, jejum, choro, lamentação, cobrindo-se de panos de saco e cinza. Todo o povo judeu estava desamparado porque eram estrangeiros, num país que não conhecia o verdadeiro Deus.
Não somente ele, mas a rainha Ester também esteve em uma situação muito difícil. Nem a posição de Rainha e nem seus bens poderia livrá-la do decreto real (selado com o anel do rei e irrevogável), pois ela era judia.
Quais seriam as atitudes certas em momentos difíceis?         
I. A HUMILHAÇÃO DIANTE DE DEUS – “Quando Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou as suas vestes, e vestiu-se de saco e de cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor; E chegou até diante da porta do rei, porque ninguém vestido de saco podia entrar pelas portas do rei. E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegava, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em saco e em cinza” - Ester 4:1-3.  
Pano de saco era um tecido rústico, que servia para comunicar emoções ou atitudes. A Bíblia retrata o ato de vestir de pano de saco como sinal de tristeza e lamentação, por causa de morte ou calamidade. Jacó quando recebeu a notícia (falsa) da morte de José, seu filho “rasgou as suas vestes, e cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias” (Gênesis 34:37).
Vestir de pano de saco retrata evidência de humildade, pedido de súplica. Ezequias e os outros líderes de Judá se vestiram de pano de saco quando entraram na presença de Deus para pedir livramento da ameaça Síria. (2ª Reis 19:13; 14-19). Daniel disse: “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para buscar com oração e súplica, com jejum, pano de saco e cinza”. (Daniel 9:3). Vestir de pano de saco ainda demonstra arrependimento e confissão de pecados. Depois do cativeiro babilônico, os filhos de Israel Jejuaram, trouxeram terra sobre si e se vestiram de pano de saco quando chegavam a confessar os seus pecados diante do Senhor. (Neemias 9:1-4). Mardoqueu vestiu-se de pano de saco e cinza e a Bíblia diz que “clamou com grande e amargo clamor” (Ester 4:1).
Houve entre o povo judeu grande luto, jejum, choro e lamentação (Ester 4:3). Mardoqueu diante das circunstâncias, clamou com grande clamor de angústia, com humildade e súplica e de coração quebrado, manifestou sua aflição ao Senhor – Manifestação de humilhação numa situação difícil, confiando que Deus os podia livrar de tamanha angústia.
O uso de pano de saco é uma reação cultural do povo judeu naquele período, e não achamos ordens exigindo o uso de pano de saco nos dias de hoje (Rm 12:1-2), mas ainda devemos mostrar mudanças no nosso comportamento como pessoas transformadas pela palavra de Deus, não devemos manifestar atos externos insinceros (Isaías 58:1-10), mas sim atitude de humilhação.
Diante das situações difíceis, devemos manifestar grande clamor e súplica ao Senhor, rasgar os nossos corações com frutos de humilhação ao Senhor.
Quais seriam as atitudes certas em momentos difíceis?
II. A CORAGEM DIANTE DE DEUS“E chegou até diante da porta do rei, porque ninguém vestido de saco podia entrar pelas portas do rei. ...Todos os servos do rei, e o povo das províncias do rei, bem sabem que todo o homem ou mulher que chegar ao rei no pátio interior, sem ser chamado, não há senão uma sentença, a de morte, salvo se o rei estender para ele o cetro de ouro, para que viva; e eu nestes trinta dias não tenho sido chamada para ir ao rei. ... Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci - Ester 4:2, 11, 16.
Mardoqueu ousou estar na porta do palácio do rei em trajes de humilhação. Não é uma coragem qualquer, mas uma coragem com o coração voltado a Deus. Coragem confiante que Deus podia livrá-los de tamanha aflição da aniquilação do seu povo. Coragem de coração quebrantado a Deus. Mardoqueu com atitude de humilhação chegou às portas do palácio real.
Ester teve coragem quando decidiu entrar na presença do rei, mesmo que isso poderia custar a sua vida. Ela decidiu interceder pelo povo judeu depois de muita coragem diante de Deus, com muito jejum e humilhação diante de Deus.
Embora o nome de Deus não seja mencionado em todo o livro de Ester, a presença do Senhor está evidente na fé de Mardoqueu e no seu reconhecimento de que ela chegou no palácio com um propósito.
Olho para onde me encontro neste momento e faço esta pergunta a mim mesmo: Quem sabe não foi para um propósito maior do que eu possa imaginar, que Deus me colocou neste lugar ou nesta situação? Para o filho remido que deseja fazer a vontade do Pai, não tem hora e nem lugar. Sabe que, se está respirando, tem projeto de Deus para sua vida.
Assim é Deus conosco, nos coloca em situações que só nós podemos interceder. Com coração de humilhação, quebrantado pelo Senhor é que Deus coloca aquela pessoa sem Cristo no seu caminho, pessoas no trabalho, escola, amigos e parentes. 
Quais seriam as atitudes certas em momentos difíceis?        
III. A ORAÇÃO DIANTE DE DEUS – Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci - Ester 4:16.
Ester junto com o seu povo, o povo judeu, invocou ao Senhor, suplicou ao Senhor a sua causa. Jejum é movido pela oração. Esdras 8:21-23 “Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho direito para nós, e para nossos filhos, e para toda a nossa fazenda. Porque me envergonhei de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo no caminho, porquanto tínhamos falado ao rei, dizendo: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam para o bem, mas a sua força e a sua ira, sobre todos os que o deixam. Nós, pois, jejuamos e pedimos isso ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações”.
Jejum não é apenas mera abstinência de alimento ou outra qualquer coisa. É abstinência com propósito. É estar determinado a colocar Deus em primeiro lugar a qualquer custo, até mesmo a nossa alimentação para buscar a face de Deus. Jejuar significa colocar Deus realmente em primeiro lugar, buscando a face do Senhor em oração. Desejar a presença de Deus, mais do que se deseja comer, dormir, mais de que qualquer coisa. É buscar a presença de Deus e mortificar-se para o pecado.
Conclusão:
Iniciamos com o capítulo 4 com atitudes de humilhação: rasgou suas vestes, vestiu-se de saco,  clamou, luto, jejum, choro e lamentação. No capítulo 9:17 em diante vemos o contraste de Ester e Mardoqueu que confiaram no Senhor e obtiveram como resposta: luz, gratidão, alegria, honra, um bom dia e descanso.

Humilhação, com coração quebrantado devemos chegar ao Senhor. Coragem, para cumprir os propósitos de Deus. Não é fácil irmãos, mas temos muitos exemplos de vitórias com Deus. Oração é buscar a face de Deus. Humilhação, coragem e oração, não há situações difíceis, obstáculos que Deus não possa transpor. “A solução não é evitar os problemas, mas mudar o modo como vemos. Deus pode corrigir-lhe a visão”.
Pr. Luis Renato 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Tempo de Ser Santo.

Tempo de ser Santo.

“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” – João 17:17.

Vivemos em um país que durante longa data houve uma religião imperiosa. Hoje nosso país é laico, ou seja, há uma liberdade de crença. Apesar disso vivemos num país culturalmente dominado por uma religião.

Há em nossos dias um sincretismo religioso abastecido por costumes, tradições, pressuposições e conceitos produzidos por obras associadas com pagamento por algo.

A grande maioria das pessoas entende santidade como algo produzido por mãos humanas. Há pessoas que entregaram suas vidas para uma devoção social em prol dos outros havendo um reconhecimento humano e posterior canonização.

Todos nós devemos ser santos da maneira Bíblica.

Como ser Santo?

1. Crendo no Resgate – “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós; E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus”. – 1ª Pedro 1:18-21.

É preciso entender e crer que houve um resgate. Mas, do que fomos resgatados? Não podemos esquecer que somos pecadores e que o pecado impera nesse mundo nos levando as mais destrutivas ações, pensamentos e sentimentos. Pedro escreve que precisamos ser resgatados da Vã maneira de viver e da corrupção das tradições que recebemos dos nossos pais que cegam o nosso entendimento e nos separa de Deus.

É preciso entender e crer que há um resgatador. Mas, quem é o resgatador? Pedro declara nessa carta que o resgatador é aquele que derramou o Seu sangue precioso como cordeiro imaculado e incontaminado. João Batista ao ver Jesus disse: “Eis o cordeiro que tira o pecado do mundo” referindo-se a Jesus Cristo.

É preciso entender e crer que Deus nos amou e planejou tudo antes da fundação do mundo e nestes últimos dias manifestou a nós por Seu Filho Jesus Cristo. O Cristo crucificado que morreu e ressuscitou para que n’Ele crendo sejamos salvos.

Como ser Santo?

2. Obedecendo a verdade – “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” – 1ª Pedro 1:22-25.

Na oração intercessora de Jesus no Evangelho de João 17:17, disse Ele: “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” O Senhor Jesus disse que o que torna o homem santo não são as obras humanas e sim o crer na verdade que é a Palavra de Deus.

A Palavra de Deus declara de forma clara e concisa que houve um resgate do pecado pago pelo resgatador Jesus que morreu por nós pecadores para que n’Ele encontremos a Salvação.

Para tanto é preciso obedecer à verdade que é a Palavra de Deus. É crendo na verdade que teremos as nossas almas purificadas, o coração carregado do amor de Deus e um coração puro.

Sim, um coração puro! A Palavra de Deus diz que temos o coração enganoso e dele procede toda a impiedade e maldade. (Jeremias 17:9; Marcos 7:20-23).

Pela Palavra de Deus que é viva e permanece para sempre somos gerados, novo nascimento. Passamos a ter entendimento bíblico de quem somos e de quem Deus é. Nós somos pecadores e Deus é Santo e ele nos santifica em Cristo Jesus nosso Senhor quando cremos em sua Palavra. Quando cremos na Sua Palavra temos conhecimento de Deus e Sua Santidade produz um verdadeiro arrependimento em nossos corações.

Como ser Santo?

3. Frutificando em Cristo – “Deixando, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo; Se é que já provastes que o Senhor é benigno; E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” – 1ª Pedro 2:1-5.

Uma vez crendo no resgate de Cristo Jesus nosso Senhor e obedientes à verdade da Palavra de Deus é possível frutificarmos em Cristo.

É preciso frutificar deixando toda malícia, engano, fingimentos, invejas e murmurações. Todas estas coisas habitam na natureza pecaminosa a qual possuímos. Em Cristo Jesus somos libertos do pecado e não há prazer no pecado.

Para frutificarmos devemos como recém-nascidos, desejosos pelo leite materno, carregado de amor, anticorpos e vitaminas, desejar o leite racional verdadeiro e vitamínico que é a Palavra de Deus.
Precisamos reconhecer a Benignidade do Senhor vivendo para Ele, oferecendo a vida a Deus por Cristo Jesus como sacrifício espiritual agradável a Ele.

Conclusão

A verdadeira Santidade é fruto da vontade de Deus e Sua ação sobrenatural sobre o natural. É Deus reunindo um povo Santo quando creem n’Ele, na Sua Palavra, frutificando em Cristo Jesus.

É tempo de ser santo!

Há os que rejeitam. “Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina, E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinado.” – 1ª Pedro 2:6-8.

Há os que creem, obedecem e frutificam. “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdòcio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.” – 1ª Pedro 2:9,10.

Pr. Renato 

 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

E Disse Deus: Haja luz; e houve luz!

E Disse Deus: Haja luz; e houve luz!

“No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.” – Gênesis 1:1-4.

É Deus que pode fazer a luz resplandecer das trevas. A humanidade depois do pecado se tornou em grandes trevas. Somente pelo mover de Deus pode o homem vir a ter luz (II Pedro 2:9-10).

Deus trabalhou e traçou seu plano eterno em Sua bondade e misericórdia para que Seu Filho Jesus viesse. “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós; E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus” – 1ª Pedro 1:18-21.

O Senhor Deus faz separação entre a luz e as trevas desde a fundação do mundo que diz: “fez Deus separação entre a luz e as trevas” (Gênesis 1:4). Deus é luz e não há nele trevas nenhumas (1ª João1:5). O Senhor Deus pelo Seu mover e pela Sua Palavra apresenta Jesus que é a luz e a exata imagem de Deus, sendo Ele mesmo o Deus Filho. Ele faz separação daqueles que aceitam a luz de Seu Filho Jesus e daqueles que permanecem nas trevas por rejeitar aquele que é luz.

O que o pecado provocou?

1. Um Grande Vazio – “E a terra era sem forma e vazia...” – Gênesis 1:2a.
No princípio de tudo a terra era absolutamente improdutiva, sem uma única árvore, arbusto ou flor, sementes ou ervas. Não havia uma forma e estava plenamente vazia. Quando Deus disse começou a surgir pela Sua Palavra a terra, o espaço, a luz, a atmosfera, os mares e as plantas, o sol, a lua e as estrelas, os animais marinhos e as aves, os animais terrestres e o homem. “E viu Deus tudo quanto tinha feito, eis que era muito bom” (Gênesis 1:31).

Inicialmente o homem era bom e obedecia a Deus e desfrutava da maravilha da criação de Deus no Éden e da Sua comunhão. Mas o homem pecou desobedecendo a Deus. Sendo assim, espiritualmente o homem como ser espiritual está vazio e improdutivo a Deus por causa do pecado. Diz a Bíblia que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3:23). Um grande vazio no coração do homem criou-se pelo rompimento da comunhão com Deus e houve uma grande incerteza acerca do futuro e do porvir.

Não precisa ser assim! Deus enviou Seu Filho amado para preencher esse vazio com Sua luz e lhe garantir um futuro certo ao Seu lado na eternidade do céu quando aceitá-lo como Senhor e Salvador.

Há Salvação em Jesus e o preenchimento deste vazio pelo Seu eterno Espírito Santo. “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” – Romanos 3: 24-26.
O que o pecado provocou?

2. Intensa Escuridão – “...e havia trevas sobre a face do abismo...” – Gênesis 1:2b.

No princípio de tudo a terra era sem forma e vazia, havendo trevas. Havia densas trevas na qual não havia beleza e nem forma. O homem separado de Deus por causa do pecado vive em trevas, na escuridão de seus pecados. Diz a Bíblia: estando vós mortos em ofensas e pecados” (Efésios 2:1).

O homem sem Deus anda nas trevas (1ª João 1:6), tem os olhos na escuridão como cegos (1ª João 2:11), o entendimento obscurecido (Efésios 4:18), o coração insensato (Romanos 1:21) e amando mais as trevas do que a luz (João 3:21).

Mais uma vez lhes digo, não precisa ser assim! Para dissipar as trevas basta seguir o conselho de Deus que diz: “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido” – Romanos 10:9-11.

Visto que isso é possível pelo poder de Deus que dissipa as trevas, venha para a maravilhosa luz de Cristo, como diz as Escrituras aos creem: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” – 1ª Pedro 2:9.

Conclusão

“E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” – Gênesis 1:2.

Deus jamais desistiu de você e de mim. Da mesma maneira que moveu o seu Espírito na criação Ele o move para que venha haver luz e entendimento da Sua vontade e Salvação. Diz a Bíblia que Deus através de Seu Filho Jesus veio salvar o que se tinha perdido (Mateus 18:11).

Portanto, somente pela Palavra Deus pode haver luz porque por ela Ele disse: “Haja luz; e houve luz”.

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.  Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” – 2ª Coríntios 5:17-21.

Pr. Renato