segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cidadão Celestial.


Cidadão Celestial – Hebreus 11:13-16.

As pessoas são moldadas pela história formada antes de seu nascimento e que vão no decorrer do crescimento de suas vidas, ajudar a formar o caráter. Caráter é aquilo que vai além da aparência, caráter é o que realmente somos.
A história de uma pessoa é formada pelos seus ascendentes, costumes e história recebida de seus pais, laços afetivos que firmam as gerações posteriores influenciando as vidas na formação do caráter e reescrevendo a história de suas famílias que influenciarão seus descendentes. A maioria das pessoas adota a religião praticante ou não de seus ascendentes, as suas escolhas também são assim influenciadas desta maneira. Mas cabe salientar que apesar dessas influências da história, cada um de nós é responsável pelas escolhas e decisões.
Não é diferente com a história cristã, que foi antes do novo nascimento em Cristo, formada pelo próprio Deus e é nos deixada como legado através da narrativa bíblica, sendo formada pela história, salmos, cartas e literaturas onde o autor é o próprio Deus. A história cristã é a declaração da criação e redenção, demonstrando os caminhos de Deus ao seu povo e ao corpo de Cristo. Portanto, cristão é todo aquele que depois do novo nascimento em Cristo, tem como verdadeira a história bíblica, tanto nos fatos como nos seus efeitos, praticando e obedecendo, fazendo as melhores escolhas conforme os ordenamentos do Senhor de seu país celeste.
Com a morte dos Apóstolos e a conclusão da perfeita Escritura Sagrada, homens, mulheres e crianças escreveram a história de mais de 2000 anos vivendo plenamente e seguindo a Cristo como bons cidadãos da nação celeste, dignos de serem colocados no rol dos heróis da fé descritos em Hebreus 11 que diz “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” – Hebreus 11:6.
Portanto, qual é a sua cidadania? Quisera eu, que todos aceitassem o Senhor Jesus como Senhor e Salvador, nascendo na família celeste, num país melhor, na nação celeste com melhores e mais excelentes promessas.
Pela graça bendita de nosso Deus, a nação celeste está cada dia mais próxima dos peregrinos que nasceram em Jesus Cristo, gerados novamente, que desejam e vêem ao longe a pátria celeste se aproximar.
Como cidadão do céu, como viver esta vida?  
1. Viver como Peregrinos nessa terra – “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria” – Hebreus 11:13-14.
Peregrinar significa viajar, andar longamente por lugares vários e distantes.
Devemos encarar esta vida como peregrinos, somos forasteiros e estrangeiros nessa terra. O estrangeiro não está na terra natal, não nasceu naquele país, não pensa ficar na terra onde se peregrina. Nessa terra estranha apenas trabalha, descansa e se faz as refeições, hospeda, pernoita e ao levantar prossegue a viagem para seu lar, para a sua pátria.
Convém ter isso em mente, lutando e apegando ao Senhor Jesus Cristo e ao seu reino, nosso país celestial. Vivemos aqui o tanto que o Senhor quiser, comendo, bebendo, plantando, trabalhando, construindo um lar e tudo mais o que o Senhor nos der, mas como peregrinos conscientes de que temos de deixar tudo isso para trás e seguir viagem. Deixando essa terra estranha, a hospedaria ruim e insegura e rumando para a pátria verdadeira, onde há certeza de paz, descanso e gozo eterno.
Não é uma peregrinação fácil, mas há uma tão grande nuvem de testemunhas que venceram pela fé. Testemunhas que pela fé em suas peregrinações “venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra” – Hebreus 11:33-38.
“Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra– Hebreus 11:13.
Peregrinos que não se contaminaram com essa terra declarando em suas vidas o que está escrito em Filipenses 1:29: “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele”; e mais, não se conformaram com este mundo e suas concupiscências.
E você tem recebido as promessas de Deus, vendo-as, e crendo-as e abraçando-as, confessando e vivendo como estrangeiros e peregrinos? Pois, assim devem viver os cidadãos da pátria celeste em tempo de peregrinação.
Como cidadão do céu, como viver esta vida?  
2. Viver como Cidadão da pátria celestial – “Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade” – Hebreus 11:16.
Enquanto estamos aqui nessa terra como peregrinos, desejando chegar à pátria celeste, não deve haver expectativa de permanência nessa terra. Deve possuir o suficiente, viver e morrer como se nada possuísse. Não deve desejar nenhuma reivindicação de solo terrestre, mas olhar para o país celestial, um país melhor.
Viver com o objetivo de falar do Senhor e Rei do país celestial, declará-lo Deus e seu amigo. Sim, amigo de Deus em relação plena de comunhão. Aos que assim procedem, Deus não se envergonha de ser chamado seu Deus.
Devemos viver de tal maneira que sejamos reconhecidos como peregrinos aptos a mostrar o caráter benfeitor, protetor e amigo de Deus. “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo” – 1ª Pedro 3:15-16.
Para os que assim vivem há uma cidade preparada, uma residência celestial, uma expectativa convicta do futuro de que se temos qualquer coisa permanente, está no céu. Convicção assegurada pela infalível Palavra de Deus. Nossa herança é celestial, de bênçãos espirituais, onde Deus é a nossa porção.
Compare as pátrias, a terrestre e a celeste. A pátria terrestre é cheia de vapores nocivos e pestilentos, cobertos por uma névoa e neblina, cheia de tempestades e tormentas, perseguições, frio e calafrios, fome, sede, cansaço, riquezas perecíveis, corpo sujeito ao pecado, doenças e morte, tentações satânicas, dúvidas, medos, incredulidade, tristezas e tribulações. Em contra partida a pátria celeste é de luz e glória, brisas deliciosas do amor divino, conforto do Espírito de Deus, calor do afeto divino, riquezas permanentes e satisfatórias, duráveis, seguras e certas, corpo glorificado e livre do pecado, moradores justos e santos: anjos, Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Conclusão
Aos que crêem no nome de Jesus, pela fé esperam uma “cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” – Hebreus 11:10.
“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” – Hebreus 12:1-2.
Pr. Renato 

domingo, 13 de maio de 2012

Amor Sublime!


Amor Sublime!

“Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada” - Provérbios 31:30.
Ser mãe é uma dádiva de Deus. Ser mãe é receber de Deus um sublime dom. Ser mãe é gerar posteridade. Ser mãe é receber um singelo dom. É passar muitas noites acordadas, cansaços físicos, frustrações, renúncias, ingratidões, uma tarefa difícil e árdua.
Ser mãe não é simplesmente colocar uma criança no mundo. Ser mãe não é eximir-se de sua responsabilidade e repassá-la a outrem, como empregadas, babás, parentes, amigos e creches. Ninguém substitui o amor e o cuidado de uma mãe. As mães geram, alimentam, consolam, protegem, ensinam e amam.
Eu acredito no amor de mãe e sua importância na vida de seu filho. Esse amor é mais forte do que o aço, mais suave que o frescor do vento. Eu acredito que esse amor cicatriza feridas, derrete decepções, fortalece o filho para que fique de pé diante das adversidades.
Eu acredito que esse amor, mesmo no seu melhor, é apenas uma sombra do amor de Deus, uma silhueta de tudo que podemos esperar d’Ele, tanto nesta vida como no porvir.
O amor de mãe é sombra do amor de Deus, que usou uma virgem chamada Maria para que enviasse seu filho Jesus. Eu creio em Jesus Cristo, filho do Deus Altíssimo, que nos amou de uma forma sem par.
Mas infelizmente para alguns a maternidade é um acidente e nem sempre bem vinda. A outras a maternidade biológica não é possível por causa da esterilidade ou problemas de saúde. Há aquelas que digam que ser mãe não é muito bom, não é um mar de rosa e muito menos um caminho de benefícios.
Queridas mães e futuras mamães, para tornar mãe não é tão difícil, por outro lado, ser mãe é muito difícil.
Apesar de todos os obstáculos, armadilhas e sonhos desfeitos, para todas as fraldas sujas, paredes sujas, planos estragados, estamos falando de um belo ideal, uma parte natural do plano do criador Deus para trazer amor e carinho à luz.
Mães, meios da bênção sem par, o amor sublime e divino.
Como Deus usou a mãe para mostrar o seu amor?
1. Amor Revelado – Gênesis 3:15.
Deus criou a humanidade, homem e mulher os criou. Harmonia, comunhão, dependência de Deus havia até que o pecado abundou.
Deus ordenou ao homem e mulher que multiplicassem e enchessem toda a terra. O homem seria pai e a mulher seria mãe. Ambos desfrutam o benefício de Deus, a herança do Senhor.
A mancha do pecado passou a toda à humanidade e foi necessário o Senhor Deus expulsar Adão e Eva do jardim. Ainda que o pecado abundou Deus permaneceu com a ordem de homem e mulher gerarem a posteridade, as gerações futuras.
O Senhor Deus em sua maravilhosa graça revelou a Eva o seu plano para restauração da comunhão e aniquilar o pecado: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará” – Gênesis 3:15-16.
O poderoso Deus nos faz surpreendente revelação que parafraseando seria: Da mulher que com dores continuará trazer posteridade, trarei o Salvador.
Eva quando teve a alegre nova de sua gravidez declarou: “Alcancei do SENHOR um homem” – Gênesis 4:1. Talvez ela tivesse achado que Caim seria o Salvador, mas logo caiu por terra porque Caim matou Abel.
Apesar das tristezas e marcas claras do pecado no homicídio praticado por Caim, Deus continuou pela posteridade de Adão e Eva lapidar a história para que a Salvação de Deus viesse da raça humana. “E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou” – Gênesis 4:25.
Se continuarmos a nossa paráfrase assim seria: Da mulher que com dores continuará trazer posteridade, trarei o Salvador, da semente da mulher, um milagre perfeito.
Eva teve muitos filhos, alcançou o favor do Senhor por muitas vezes. A uma mulher e mãe, Deus revelara seu surpreendente plano de Salvação que iria permear a história até que das gerações futuras viesse o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. 
Mães, meios da bênção sem par, o amor sublime e divino.
Como Deus usou a mãe para mostrar o seu amor?
2. Amor Anunciado – Lucas 1:39-47.
Na linha do tempo, revelado a Eva, declarado pelos profetas, nos é anunciado um grande feito de Deus, o menino Deus estava preste a vir.
Maria receberia a notícia mais alegre aos ouvidos de uma mulher: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre” – Lucas 1:42. Bendita é a mulher que em seu ventre traz o milagre de Deus. Toda mãe é carregada do benefício de Deus, o milagre da vida, cujo doador da vida é o próprio Deus.
Mas essa bendita entre as mulheres carregará em seu ventre mais do que um filho, ela mesmo declarou: “Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” – Lucas 1:46-47.
O anúncio dado a Maria pelo anjo Gabriel não somente veio como grandes novas de alegria, mas abalou as hostes dos céus, que viu no seu ventre um grande Deus formado numa pequena criança. Os anjos cantam, os homens se alegram e as hostes infernais tremem.
Isabel deu testemunha da alegria da mãe Maria, mas também da serva de Deus: “Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas” – Lucas 1:45.
O amor de Deus foi revelado a Eva e agora anunciado pelo anjo Gabriel a Maria. Aquele pequenino anunciado pelo anjo demonstra o amor de Deus que nos amou com amor sem par, que em breve perpetuaria o Emanuel, o Deus conosco que habitou entre nós.
Mães, meios da bênção sem par, o amor sublime e divino.
Como Deus usou a mãe para mostrar o seu amor?
3. Amor Manifestado – Lucas 2:1-11.
Não somente foi anunciada a vinda do menino Deus, mas cumpriu-se a palavra do Senhor, nasceu o menino, nasceu o redentor.
Maria havia carregado em seu ventre nove meses aquela criança e as dores de parto haviam chegado. Na cidade de Davi chamada Belém, nasceu o pequeno Jesus.
Anjos cantam: “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” – Lucas 2:14. Os pastores louvam e glorificam a Deus por grandes feitos, nasceu o Salvador, o Cristo, o Senhor.
E a mãe, “Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração” – Lucas 2:19.
Maria conservava todas estas coisas, tudo o que aconteceu, e tudo o que foi dito a respeito do seu filho. Ela lembrou que o anjo havia dito a respeito do seu filho, o que aconteceu com Isabel e aos pastores e todas as circunstâncias extraordinárias que tinham sido participadas a ela.
Aqui podemos ver a sombras do amor de Deus no amor de Maria por seu filho. Uma mãe jamais esquece o que um filho faz ou sofre e ela entesourou em sua mente todas as coisas que havia de se cumprir em Jesus.
A olhar envolto em seus braços a pequena criança, Maria sabia que ali estava o grande Deus.
Conclusão
Assim são as mães, por um exame das próprias circunstâncias lhes é revelada a vinda de uma vida, a gravidez. O crescimento da barriga é o anúncio da proximidade da pequena criança ali gerada. O nascimento é a manifestação do poder de Deus e graça que carrega as mulheres de benefícios. Amor de mãe, sombras do amor de Deus.
Em Jesus Cristo vemos a expressão exata do amor de Deus, gerado pelo espírito Santo, formado no ventre de Maria, manifestado entre os homens, morreu em nosso lugar para que pudéssemos n’Ele nos reconciliar com Deus.
Quem entregaria seu filho ao matadouro para resgate de muitos? Somente Deus poderia suportar tamanha dor de ver seu próprio filho morrer numa cruz.
Pr. Renato 

domingo, 29 de abril de 2012

A quem buscais?


A quem buscais?

“Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis” – 2ª Coríntios 11:4.
Essa pergunta foi feita pelo próprio Senhor Jesus Cristo na ocasião da sua prisão. O texto bíblico declara que “Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se, e disse-lhes: A quem buscais?” – João 18:4.
A pergunta de Jesus continua a saltar diante de nossos ouvidos e nos pergunta nesta noite: “A quem buscais?” Muitos são os que buscam a Jesus pelos mais variados motivos e intenções.
Judas buscou ocasião para trair Jesus que lhe disse: “Amigo, a que vieste?” – Mateus 26:50. Os religiosos do seu tempo, fariseus, saduceus e os principais do povo buscaram ocasião para tentarem Jesus lhes pedindo um sinal dos céus. O Senhor Jesus respondeu-lhes: “Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se” – Mateus 16:4. 
Quando Jesus ressuscitou Lázaro os religiosos buscaram ocasião para matá-lo: “Depois os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram conselho, e diziam: Que faremos? porquanto este homem faz muitos sinais... Desde aquele dia, pois, consultavam-se para o matarem” – João 11:47, 53.
É fato que uma grande multidão buscava a Jesus para saciar suas vidas de bênção materiais a fim de serem supridos nesta vida ignorando a salvação da alma que é o centro do ministério de Jesus. A esses Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes” – João 6:26.
Mas há aqueles que buscaram a Jesus com sinceridade e com os motivos e intenções corretas. “Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente” ­– João 6:67-68.
E vocês, a quem buscais? Vale a pena refletir nessa pergunta. Antes de prosseguirmos há ainda mais uma reflexão que devemos fazer. O coração humano é enganado pelos próprios desejos e deleites desse mundo e homens dissolutos e reprovados por Deus tem se aproveitado disseminando falsos ensinos e fazendo negócio de vós.
Em 2ª Coríntios 11:1-4, Paulo expressa o seu zelo, o seu cuidado e a sua preocupação não só com a Igreja de Corinto, mas com todas as igrejas. Paulo anseia que eles permaneçam fiéis a Cristo.
Paulo faz comparações dos falsos apóstolos que se introduzem na igreja de Corinto com a serpente que enganou Eva com astúcia, distorcendo a Palavra de Deus.
Quando lemos 2ª Coríntios 11:1-4 temos a impressão que Paulo está escrevendo para hoje! De sorte que as suas preocupações com a Igreja de Corinto devem ser as nossas preocupações pastorais hoje.
O que tem sido proclamado em nossos dias?
1. Outro Jesus – “Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado”... 2ª Coríntios 11:4a.
Hoje, na tentativa de atrair pessoas para igreja, tem-se proclamado outro Jesus.
 Algumas Igrejas proclamam Jesus Triunfalista. O Jesus dos milagres, das maravilhas e das coisas espetaculares. O Jesus apenas de glória e poder; que transforma homens em super homens, que transforma crentes em super crentes, que muda a tua vida e te transforma em um ser imune às dores, aos sofrimentos e às tragédias da vida.
 Outras proclamam o Jesus Curandeiro. Amados, Jesus cura, mas curar não foi o centro do seu ministério, não foi a razão primordial de sua vinda, não foi o tema central da sua pregação. Suas curas atraíam pessoas de todas as partes. Porém, ele não fazia “estardalhaços”, não fazia propagandas para atrair um público desejoso por sinais, não fazia delas “estratégia de marketing”.
Em nossos dias, pessoas têm sido atraídas por causa de uma “propaganda barata” do Jesus curandeiro. Pessoas têm vindo a Jesus meramente em busca de uma libertação dos males do corpo.
Há os que proclamam Jesus Papai Noel. O bom velhinho sempre pronto a dar e a presentear. Essa concepção de Jesus tem gerado crentes sempre dispostos a receberem e a serem servidos, mas poucos dispostos a darem e a servirem.
 Existem igrejas que proclamam o Jesus Banco Central, o solucionador dos problemas financeiros. São atraídos às igrejas deste tipo desde o cidadão mais simples ao empresário “quebrado”, à beira da falência.
E a pergunta que se deve fazer é: onde foi parar o Jesus da Bíblia? Qual o destino do Jesus crucificado? …do Cristo da Cruz?…do Jesus humilhado, perseguido e sofredor?
Precisamos trazer de volta para a Igreja, para os nossos púlpitos, para as nossas pregações o Cristo crucificado.
As pessoas precisam ser atraídas não pelo Jesus triunfalista das maravilhas espetaculares, não pelo Jesus curandeiro que te livra dos sofrimentos, consequências do pecado, não pelo Jesus papai Noel que você dá e recebe em dobro, não pelo Jesus Banco Central que acerta a tua vida financeira, mas, pelo Jesus crucificado, o poder de Deus para a salvação.
As pessoas precisam ser atraídas pela convicção de pecado, de condenação eterna, de necessidade de arrependimento, de necessidade de abandono de pecado, e por entender que a salvação é nos concedida, não por um outro Jesus, mas pelo crucificado.
Cabe salientar a pergunta: A quem buscais? Amigo, a que vieste? Em 1ª Coríntios 2:2 Paulo disse: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado”.
O que tem sido proclamado em nossos dias?
2. Outro Espírito – “ou se recebeis outro espírito que não recebestes”... 2ª Coríntios 11:4b.
Quando os Coríntios aceitaram Cristo mediante a pregação de Paulo, Deus lhes deu o Espírito Santo. Mas, agora, falsos apóstolos estavam introduzindo e fomentando na igreja outro espírito.
 Tem sido proclamado um Espírito arrogante. Um espírito que menospreza os demais e se acha o tal, o super espiritual, o portador de uma espiritualidade elevada.
Alguns proclamam um Espírito de vanglória. Um espírito que leva pessoas a se gabarem por dons que já cessaram e de realizações com sinais e prodígios de mentira feitos e atribuídos ao Espírito Santo.
É proclamado ainda um Espírito de rebeldia, que causa divisões, facções e discórdia e partidarismo no meio da igreja, como ocorre em Corinto quando dizem, eu sou de Paulo, outro diz, eu sou de Apolo.
Ocorre ainda propagação de um Espírito escravizador que leva alguns a exercerem domínio sobre outros pelo medo do que lhes poderá acontecer se não prestar obediência irrestrita.
À semelhança de Corinto, quantas igrejas hoje não têm abraçado outro espírito? Se o espírito que supostamente atua em nós produz arrogância, rebeldia, discórdia, vanglória e escraviza as pessoas, precisamos avaliar que espírito é esse!
O Espírito de Deus gera humildade, submissão, unidade, amor, paz, harmonia, serviço mútuo e liberdade, poder para testemunhar, comunhão e preocupação com o necessitado.
O apóstolo Paulo fala aos Gálatas: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” – Gálatas 5:22.
O Espírito Santo nos é dado no momento em que recebemos a Jesus, o Espírito que convence do pecado, e da justiça e do juízo – João 16:8. O Espírito que habita no crente, que ensina coisas espirituais, que nos faz lembrar a Palavra da Verdade, que nos capacita, que leva as nossas orações em gemidos como está escrito: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” – Romanos 8:26.
Nesse texto, Paulo, se mostra preocupado porque a igreja estava abandonando o Espírito de Deus e aceitando outro espírito.
Portanto, mais uma vez eu pergunto: A quem buscais? Amigo, a que vieste?
O que tem sido proclamado em nossos dias?
3. Outro Evangelho – “ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis”... 2ª Coríntios 11:4c.
O evangelho apresentado por Paulo em Corinto era o evangelho da graça, do arrependimento do pecado, da cruz, do compromisso abnegado com o Cristo. Mas, os Coríntios estavam abraçando uma nova visão do evangelho, outro evangelho.
Parece a igreja no século XXI. O que preocupava naquela época é a mesma coisa que preocupa, que incomoda os pastores zelosos dos nossos dias.
Tem sido propagado um evangelho barato, acessível e que serve aos propósitos de quem o adquire. Nesse evangelho, o pecador não é tratado como pecador, mas como cliente. E, se o pecador é cliente, todo cuidado é pouco. Afinal, o cliente é quem manda! É preciso tratá-lo com jeito, para não afugentá-lo nem contrariá-lo. Se o pecador é cliente, seu compromisso maior é financeiro. Sua relação com Deus não passa de uma relação monetária. O pecador cliente precisa apenas investir. E esse seu investimento tem retorno garantido.
Muitos têm recebido o evangelho sem a graça. Nesse evangelho, se alguém quiser conseguir algo de Deus, é preciso pagar um preço. Quem quiser alcançar bênçãos precisa pagar por elas. Quem quiser conseguir a salvação, faça por onde, pague para receber em dobro. E se a conseguiu, cuidado para não perdê-la. Esse é o evangelho sem a graça.
Outros propagam o evangelho da libertinagem. Esse é o evangelho sem disciplina, sem restrições comportamentais, onde é “proibido proibir”, onde o relacionamento amigável com o pecado é aceitável. Onde se diz “todas as coisas me são lícitas” e ponto final. Esse é o evangelho que transforma em libertinagem a graça de Deus e nega o senhorio de Cristo.
Conclusão
“Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis” – 2ª Coríntios 11:4.
Aqueles que propagam e aqueles que recebem outro Jesus, outro Espírito e outro Evangelho, segundo o que está escrito “com razão o sofrereis”.
Pare e preste atenção! A quem buscais? Amigo, a que vieste?
O Jesus Cristo que apresentamos é o crucificado, que é loucura para os que perecem, mas é o poder de Deus para salvação daqueles que creem. O Espírito que recebemos é o Espirito de Deus que nos é dado no momento em que recebemos a Jesus, que convence do pecado, e da justiça e do juízo, que habita no crente, que ensina coisas espirituais, que nos faz lembrar a Palavra da Verdade, que nos capacita. O Evangelho que ensinamos é o Evangelho da Graça de Deus que diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” – Efésios 2:8-9.
Paulo não se calou diante da introdução e fomentação de outro Jesus, outro espírito e de outro evangelho dentro da igreja de Corinto. Precisamos zelar pela igreja “com zelo de Deus” e não permitirmos, não aceitarmos e nem nos calarmos diante da atual pregação de outro Jesus, de outro espírito e de outro evangelho.
Pr. Renato

domingo, 22 de abril de 2012

Reconhecendo o Verdadeiro Evangelho


Reconhecendo o Verdadeiro Evangelho

1ªTessalonicenses 1:5-8
Muitos afirmam realizar muitas coisas em nome de Deus utilizando de técnicas de marketing e um falso evangelho. O Apóstolo Paulo afirmou aos Gálatas: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” – Gálatas 1:6-8.
Como saber o que é falso e o que é verdadeiro? O Apóstolo Paulo afirmou aos de Tessalônica a respeito da pregação do Evangelho: “Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência – 1ª Tessalonicenses 2:3. Essa afirmação nos dá três características de seu ministério em defesa do que ele pregava. Não foi com engano como produto de segundas intenções, nem com imundícia produzindo mau testemunho e nem com fraude dizendo que faz algo que na verdade não faz ou que faz mais ou menos.
A palavra “engano” significa estar longe da verdade. Atualmente a maioria das igrejas tem substituído o verdadeiro evangelho por um misticismo grosseiro com sentido incerto, duvidoso e diabólico, afirmando que as pessoas devem querer algo que vá além da Palavra de Deus, algo que as leve à experiência extraordinária e superior.
Paulo falou várias vezes a respeito dos falsificadores, dos trapaceiros, dos que barganham do evangelho com segundas intenções aliado a percepção de lucro e que não andam em conformidade com a Doutrina de Cristo e dos Apóstolos (1ª Timóteo 6:3,4 e 20; 2ª Timóteo 1:13-14; 2:17). Utilizam-se da Palavra de Deus para o enriquecimento fácil (2ª Pedro 2:1-3).
Precisamos reconhecer o verdadeiro Evangelho. A palavra “reconhecer” é identificar algo ou alguém que já havia conhecimento antes, avaliando o estado ou situação a fim de assegurar-se de sua legitimidade. A palavra “verdadeiro” é aquilo que é autêntico, não é falso. A palavra “Evangelho” refere-se a Doutrina de Cristo.
Devemos, portanto, identificar a autêntica Doutrina de Cristo, avaliando nosso estado pessoal como crentes e como igreja local, a fim de verificarmos se permanecemos legitimados por ela.
Como reconhecemos o verdadeiro Evangelho?
1. Reconhecemos o verdadeiro evangelho pela forma que o recebemos – “E vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo” – 1ªTessalonicenses 1:6.
A igreja de Tessalônica foi fundada pelo Apóstolo Paulo, em sua segunda viagem missionária – Atos 17:1-9. Ficou ali apenas três semanas. Mas o quê exatamente Paulo ficou fazendo naquela cidade? Em Atos 17:2-3 lemos: “Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras, Expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo”.
Paulo ficou ali disputando, expondo, demonstrando, anunciando, ou seja, pregando a Palavra de Deus. O verdadeiro Evangelho só pode ser conhecido através da Palavra de Deus e o recebemos pela pregação.
Pelo ato de falar, repetindo os ditos de Deus, doutrinando através da exposição minuciosa e detalhada de forma compreensível e racional. Esta é a maneira que Deus Se deu a conhecer através dos tempos e épocas:
ÉPOCA
TEXTO BÍBLICO
PALAVRA DE DEUS
Criação
Gênesis 1:1-31
“E disse Deus”...
Patriarcas
Gênesis 12:1
“Ora, o Senhor disse a Abrão”...
Moisés
Êxodo 3:4, 7; 4:2, 11
e 20:1
“Então falou Deus todas estas palavras, dizendo”...
Profetas
Isaías 1:2, 10; 44:1; 45:1; 53:1;
Jeremias 1:1-2;
Ezequiel 1:3
“Assim diz o Senhor...” “Veio a mim a
Palavra do Senhor”...
Jesus Cristo
João 1:1-3 e 14; 5:39;
Lucas 24:27;

“E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”.
Igreja – Hoje
1ªTessalonicenses 1:6
... “recebendo a Palavra”...

 O Evangelho só pode ser conhecido através da Palavra de Deus e o recebemos pela pregação. ... “aprouve a Deus chamar os crentes pela loucura da pregação.” – 1ª Coríntios 1:21b. “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” – Romanos 10:17. 
Como reconhecemos o verdadeiro Evangelho?
2. Reconhecemos o verdadeiro evangelho pelos fatos que descreve – “Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós” – 1ªTessalonicenses 1:5.
Paulo ficou em Tessalônica expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. Disse acerca do que pregava: “E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo”.
A palavra “fato” retrata aquilo que é real e de pleno conhecimento. Por isso Paulo diz que o Evangelho foi manifesto em muita certeza, ou seja, com firme convicção, certeza plena de sua veracidade.
Mas que fatos não podem ser negados e são reconhecidos como verdade? Que o Filho, Jesus Cristo, é a sabedoria e poder de Deus. Ele é o autor da criação e causa de toda a vida.
É reconhecido o fato de que Jesus revestiu-se da natureza humana na pessoa real e histórica de Jesus, o Messias, anunciando visivelmente a todos os homens através da sua palavra e pelas Boas Novas de Redenção.
O mesmo Jesus que foi condenado à morte, sofrendo tortura do exército romano e dos religiosos por inveja, foi exposto completamente e despido, pregado em uma cruz no Gólgota entre dois ladrões sem ter cometido pecado algum.
Ele foi sepultado em um túmulo emprestado, mas ressuscitou ao terceiro dia, apareceu aos apóstolos, subiu ao céu e sentado está à destra de Deus, intercedendo pelos santos e há de retornar um dia para Reinar e Reger como Soberano Senhor, pelos séculos dos séculos!
O poder que o texto se refere não são milagres e as curas extraordinárias realizadas pelos homens, pseudo “curandeiros” da fé.  Paulo enfatiza o poder onde o fundamento é a Palavra de Deus, comprovados historicamente e firmada pelos fundamentos da fé bíblica em conformidade com a Doutrina de Cristo (1ª Timóteo 6:3; 2ª Timóteo 4:1-4). Os de Tessalônica abraçou esses fatos havendo uma firme convicção da verdade.
O Apóstolo Paulo disse na carta aos Romanos: “O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor, pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome, entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo” – Romanos 1:2-6.
Como reconhecemos o verdadeiro Evangelho?
3. Reconhecemos o verdadeiro evangelho pela eficácia do seu poder – “Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma” – 1ªTessalonicenses 1:8.
De tudo o que é dito neste versículo, é evidente que o poder de Deus foi notavelmente manifestado na conversão dos tessalonicenses e que eles abraçaram o Evangelho com uma convicção extraordinariamente forte da verdade e valor. Este fato será responsável pelo zelo posterior que o apóstolo tanto declarou dos Tessalonicenses. Porque é impossível que aquele que recebe tamanha misericórdia permaneça calado e sem declarar tão grande salvação.
Qual é a prova maior que o homen é pecador? O ser humano tem na morte a certeza de que é um pecador. Nós vamos morrer um dia. Religiões, obras, qualquer outro meio de tentar chegar-se a Deus não podem produzir aquilo que só Jesus Cristo, através do Espírito Santo, pela pregação do evangelho eterno pode: Certeza da Salvação. (1ª João 5:12-13; Atos 1:3, 10-11; João 14:1-3).
Você tem esta certeza? Muitos gostam de ler João 3:16, mas se esquecem ou não gostam de ler João 3:18 e 36. O homem pecador já está condenado. Esta é a má notícia. O homem não precisa fazer nada para ir para o inferno, ele já está condenado a ele. A Boa Nova do Evangelho é que para ser salvo o homem não pode fazer nada, pois Jesus Cristo já fez. Se tu te arrependeres dos teus pecados, e creres de todo o teu coração que Cristo Jesus é teu único e Suficiente Salvador, serás salvo.
Quem n’Ele crê é salvo da condenação eterna e é liberto do pecado. Esta é a Doutrina de Cristo que chegou até nós pela Palavra de Deus. O evangelho foi até os irmãos em Tessalônica porque Paulo levou a Palavra de Deus até eles.
 Não podemos fugir desta missão que Deus nos confiou. Aquele que recebeu o verdadeiro evangelho não pode sentar-se em uma poltrona confortável e esperar que as coisas aconteçam, mas deve se dispor a ajudar da melhor forma na divulgação da mensagem salvadora revelada na cruz.
Assim como fomos salvos, assim devemos trabalhar.
Conclusão
Precisamos fazer algumas sérias advertências: A Igreja não pode substituir a pregação e o ensino expositivo da proclamação do evangelho por qualquer outra forma de apresentação. Fazer isto é negar a Soberania de Deus em agir conforme Ele deseja e quando Ele deseja.
O resultado natural, normal e eficaz da Palavra de Deus em nossas vidas é o desejo intenso, santo, incessante e ardente de levar o Evangelho àqueles que estão perecendo sem Cristo.
Nada neste mundo compara-se ao prazer e deleite de fazer a vontade de Deus. Atualmente enfrentamos o mesmo problema dos irmãos do primeiro século: um mundo que Odeia Deus. O mundo anda vagueando pelo misticismo e rejeita a pregação da Palavra. Eles rejeitam e vituperam o nome do Filho de Deus.
Esta igreja deve se reunir pelos motivos certos: ouvir, ensinar, aprender da Palavra de Deus e trabalhar pela causa de Deus fazendo evangelismo, orando, contribuindo e indo.
O Verdadeiro Evangelho vem pela Palavra de Deus através da pregação que produz constrangimento pelo Espírito Santo para o trabalho de missões e evangelismo estando em conformidade com a Palavra de Deus na totalidade de seus ensinos.
Pr. Renato 
http://bibliaespadadaverdade.blogspot.com